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Somos tão jovens

  • agenciabcnnewsrio
  • 22 de ago. de 2022
  • 2 min de leitura

Atualizado: 3 de jun. de 2025

A violência tem sido cruel conosco com uma frequência assustadora.

Ela vem com tanta força que nos faz sentir dor de longe — só de vermos uma foto, um vídeo ou o relato de alguma vítima.


Mas, mesmo com todo esse sentimento, seríamos incapazes de expressar com clareza o que sente um familiar, um vizinho ou um amigo após uma perda.


Amigo:

Aquele que está presente em todos os momentos da nossa vida.

Seja ajudando na mudança, ao realizar o sonho da casa própria.


Gratidão!

Seja saindo para uma noite inesquecível de festa, confraternização, risadas, alegria — e voltando no dia seguinte cheio de histórias para contar.


Que noite!

Seja contando vantagem, aumentando o número de gols feitos no futebol da rua ou das pipas que cortou no festival.


Que causador, rs!

Ou, infelizmente, seja dando o último adeus, em um leito de morte.


Por quê?

Essa última cena, infelizmente, tem se tornado mais frequente.

Às vezes, não damos atenção ao que sente uma criança...

E não por escolha, mas por hábito.


As crianças são sempre cheias de força, alegria, entusiasmo, risos — um eterno "somos tão jovens" — e, por isso, acabamos, muitas vezes, não acreditando que elas também possam sofrer tanto.


Se já é duro para você ver um amigo em um caixão, por que não seria igualmente duro para um amigo menino, cheio de sonhos?


Nos últimos tempos — especialmente nos últimos anos — nossas crianças não apenas sentem a dor, mas fazem parte dela.

Também são vítimas.


Vítimas do abandono.

Vítimas da violência.

Vítimas da falta de atenção.

Vítimas da dor…


Henry.Ketlen.

João Pedro.

Ágatha Félix.

E hoje, Kaio Guilherme.


Todos vítimas da dor, da impunidade, do despreparo, da imprudência e, nos casos de Henry e Ketlen, da falta de amor.


Aliás, em todos os casos faltou o amor...

Nesses anos, vivi momentos que nunca imaginei vivenciar.

Cobrindo mortes e enterros brutais de crianças indefesas e puras.

Nunca vou me acostumar com isso. E nem devo.

"Vivemos esperando dias melhores..."

Enterro do menino Kaio Guilherme, vascaino que tinha sonho de ser jogador de futebol, vitima de uma bala achada enquanto ele se divertia com outras crianças em uma festinha.

Foto: Betinho Casas Novas - Cemitério Jardim da Saudade


 
 
 

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