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O peso da dor

  • agenciabcnnewsrio
  • 23 de ago. de 2023
  • 2 min de leitura

Atualizado: 3 de jun. de 2025

Ninguém sabe a dimensão da dor da perda até se ver carregando o peso dela nos próprios ombros.


Para a humanidade, pela lei da vida, é natural — e até esperado — que um pai jamais precise ver a morte e enterrar seu filho antes de sua própria partida. Mas, vivendo em uma cidade violenta como o Rio de Janeiro, até as tradições mais antigas e esperadas da vida já não fazem mais sentido por aqui.


É contrariar o senso de humanidade e, ao mesmo tempo, agradecer por estar vivo enquanto assistimos, pela TV, a mais uma vida ser perdida por causa da violência.


E isso não deve ser naturalizado, muito menos aceito como parte da nossa rotina. Não podemos jamais normalizar a morte de um cidadão vitimado por essa guerra. Não há efeito colateral.Esse "efeito" atinge apenas de um lado — o nosso.


Ainda mais quando a vítima é uma criança de cinco anos, que sequer teve tempo de desenvolver entendimento psicológico suficiente para compreender toda essa maldita guerra.

As mãos de muita gente estão manchadas com o sangue da Eloah.


E também com o sangue de Agatha Félix, Maria Eduarda, João Pedro, Emily Vitória, Kauã, Rosário, Maria Alice Neves, Eduardo de Jesus… e a lista não tem fim.

“Quantos mais vão ter que morrer para essa guerra acabar?”, já dizia Marielle Franco.

Marielle, que também foi brutalmente assassinada neste mesmo Estado que deveria protegê-la.


Estado…

Aquele que se diz democrático e de direito.


Direito…

Algo que só vemos valer para alguns — ou para algumas partes.


Justiça?

Já estamos cansados de pedir. Ela já virou eco nos becos das favelas.


Mas e agora?

Não sei…Só sei que perdemos mais um. Bem aqui, ao nosso lado.


Isso tem que acabar!



Vídeo: Betinho Casas Novas



 
 
 

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