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Precisamos falar de egoísmo.

  • agenciabcnnewsrio
  • 22 de ago. de 2022
  • 2 min de leitura

Atualizado: 3 de jun. de 2025

No dia da virada de ano, onde 1.224 pessoas morreram vítimas do Covid-19, a população ainda insistia em se aglomerar para simplesmente satisfazer seu bel-prazer.

Ontem, como tenho feito durante os últimos meses, estive mais uma vez nas ruas cobrindo a rotina do Coronavírus no nosso país.


Mas isso, cada vez mais, me fez ver o egoísmo humano falar alto.


Um desrespeito ao trabalho árduo dos médicos, enfermeiros, bombeiros, policiais, professores, pesquisadores, cientistas, dentre outros profissionais que estão lutando 24h no combate à pandemia.


Hoje, ao me dirigir à praia de Copacabana para cobrir como seria a virada de ano por lá, fui barrado de entrar no bairro pelos policias e guardas que fechavam as vias de acesso à praia.

A desculpa era de que somente moradores poderiam entrar no bairro.


Simplesmente passei por mais de oito bloqueios policiais, até que consegui furar um deles, após me identificar como jornalista e dizer que iria para a praia apenas para cobrir profissionalmente a virada do ano no local.


Ao passar da barreira, me peguei imaginando "a praia deve estar vazia, pra ter esses bloqueios todos..."

Pobre inocente em pensar isso.


Ao chegar na praia, um mar de gente aglomerada, como se não houvesse morrido no mesmo dia mais de mil pessoas vítimas do covid19.

E tudo isso me fez pensar que fecharam as entradas do bairro não para toda população entrar, apenas para população que não morava em Copacabana.


E as areias da praia de Copacabana, seus quiosques, bares, hotéis e ruas, era mais uma vez um pedaço de terra único e destinado apenas àqueles que tinham em seu nome, um CEP que lê pesava o direito de permanecer ali, nas areias curtindo a virada do ano sem o risco da polícia intervir, pelo contrário, seguia dando apoio e segurança no local.


Sendo que o direito e a cobrança do #FiquemEmCasa, pesa apenas na classe pobre que, assim como esse menino da foto deitado dormindo no chão das ruas de Copacabana, não é percebido em meio ao normal da classe de elite do país.


Um retrato que mostra a segregação do nosso país, onde os direitos nunca são iguais.

Fiquem em casa. Pensem no próximo. Largue seu egoísmo.

Foto: Betinho Casas Novas / Copacabana - RJ - 31/12/2020


 
 
 

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